HISTÓRICO

O bloqueio estrogênico para controle do câncer de mama já era conhecida desde o fim do século XIX. As formas de supressão ovariana evoluíram ao longo dos anos e o tamoxifeno passou a ser a droga de escolha. Posteriormente, outros estudos também avaliaram a ação do tamoxifeno na prevenção primária do câncer de mama. Dentre os principais destacam-se o IBIS-1, o do Hospital Royal Marsden e o Estudo Italiano. Paralelamente, a ação do raloxifeno foi aventada na prevenção primária. Dados de pesquisa sobre osteoporose (Estudo MORE) mostraram benefício interessante no uso desta droga, porém com menos efeitos colaterais. Surgiu então o estudo NSABP-P2 ou STAR (Study of Tamoxifen and Raloxifen) que comparou o raloxifeno com o tamoxifeno.

  • Cistos

Cistos simples não palpáveis, diagnosticados apenas em ultrassonografia, não devem ser abordados ou acompanhados e a paciente deve ser tranquilizada. Nos cistos palpáveis, a punção com agulha fina, além de ser diagnóstica, torna-se terapêutica. A citologia tem pouca validade, porém pode ser solicitada em casos duvidosos sobre a presença de hemácias. O controle deve ser feito em 6 meses. A exérese cirúrgica está indicada em casos de conteúdo hemático ou cistos com conteúdo sólido. Os cistos com conteúdo espesso, septos finos ou microcistos agrupados tem pouco risco de malignidade e podem ser acompanhados clinicamente.

Nódulos Sólidos

Todos os nódulos com imagem suspeita devem ser submetidos à biópsia percutânea, independente da idade. A necessidade de cirurgia deve ser determinada de acordo com o resultado da biópsia. As pacientes menores que 30 anos apresentam pouco risco de câncer mamário, portanto a biópsia pode ser evitada se o exame clínico e de imagem estiverem normais. Nestes casos a indicação de cirurgia depende do desejo da paciente e normalmente está indicada em lesões que causem deformidade.